Zero dois, meu filho vai nascer

post sobre o filho de polícia

Filho de polícia!

Então, atendendo à pedidos de milhares de pessoas ( só duas mesmo), escreverei um texto sobre polícia e nascimento do meu filho.

Sim, meu filho nasceu. O primeiro da Dinastia. Herdeiro do império “Diboletos para Pagare”, nação numerosa que cresce cotidianamente…

É muito parecido comigo, embora como diga um amigo de farda, “nele ficou bom…”.

É difícil comparar criança com polícia. Complicado achar um denominador em comum além de ambos gostarem de folga.

Logo, vou falar o que mudou em mim com o nascimento do meu filho.

A vida imita o “filme”

Em Tropa de Elite 01, Cap Nascimento desenvolve algum transtorno. O medo que lhe parecia intocável começara a lhe visitar. Agora, não era somente sua vida, mas tinha mais uma vida por quem voltar pra casa.

Talvez seja mais ou menos isso.

Não, medo não aumentou. Diria que cresceu em 50% as vezes que passa no pensamento em fazer um recuo tático estratégico – afinal de contas, militar não sente medo, ri do perigo – (será?). Lado outro, aumentou em 50% minha vontade de combater o crime, só de pensar na hipótese de um traficante oferecer droga ao meu filho, ser atropelado por um motorista embriagado ou assaltado por um VA-GA-BUN-DO, que apenas quer dinheiro pra comprar um tênis de R$ 150,00 reais, mas tem dinheiro pra comprar uma pistola  9mm de R$ 3 mil reais.

Enfim, você que é pai vai me entender agora. Sabe aquele dia que seu filho está com cólica? São quatro horas da manhã e ele ainda não dormiu… você está pingando de sono… lentamente seu filho começa a dormir num sono mais leve que pena de ganso. Você o coloca na cama em um movimento tão devagar quanto jogar rouba/tirar vareta.

Nem agulha pode cair no chão…e é aí, neste minuto crucial da sua vida que me passa um motoqueiro com cano torbal, sem miolo, acelerando na rua, com o único propósito de mostrar sua motocicleta Titan 2002, usada, com IPVA todo atrasado e acordar os recém nascido. Ora, caro leitor, é lógico que também aumentou muito a vontade de enfiar o cano guela abaixo do filho da infeliz, embora, só cabe medidas administrativas.

Outro sentido para a vida

Mas trocando em miúdos é isso. Eu saio de casa querendo voltar. Eu tenho um motivo maior pra voltar que de tão inexplicável, é maior que a minha própria vida, mas não antes de fazer o meu papel, que pode não mudar o mundo, mas me permite deitar – e agora, não mais dormir – sabendo que eu tentei proteger um pouco mais meu filho e o seu também.

Esse é o palpável e possível. O restante e principal, é entregar pra Deus em oração.


Gostou do texto? Siga-nos também nas redes sociais (FACEBOOK-QSP / @queroserpolicia).

Comments

  1. By Rodiney

    Responder

  2. By RODINEY

    Responder

  3. By Coutinho

    Responder

    • By Weslley

      Responder

  4. By Luíza Helena

    Responder

  5. By Surubim

    Responder

  6. By Sandro

    Responder

    • By Weslley

      Responder

  7. By Henrique RIBEIRO

    Responder

  8. By Wisllas

    Responder

    • By Weslley

      Responder

  9. By Silvio Benedito

    Responder

  10. By Leonardo

    Responder

    • By Weslley

      Responder

  11. By Carla

    Responder

    • By Weslley

      Responder

  12. By Carla

    Responder

    • By Weslley

      Responder

  13. By Asp Anderson

    Responder

  14. By Asp Anderson

    Responder

  15. By Rato

    Responder

  16. By jeferson

    Responder

  17. Responder

  18. By Jordão Vieira

    Responder

    • By Weslley

      Responder

Responder a Silvio Benedito Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *