“Traquejar por traquejar, até uma criança faz”

Olá meus nobres

Após esta última semana, onde tivemos algumas instruções fora da nossa unidade, me peguei – em muitos momentos – com questionamentos sobre o real limite entre o que é NECESSÁRIO e o que NÃO É NECESSÁRIO na formação de um policial. Percebi que esta não é uma reflexão simples de ser feita, até porque, a rotina nos faz internaliza e naturalizar determinadas “ações incoerentes e inoportunas” como sendo fundamentais para a nossa função.

Estes vícios militares são construídos, em grande parte, nos cursos de formação policiais. É lá onde se cultiva o cerne do DESNECESSÁRIO,  justamente o que se costuma chamar de traquejo. Invariavelmente, tudo pode ser um traquejo, desde uma flexão de punho cerrado até agressões verbais e físicas.

Alguns acreditam veementemente que traquejar é algo fundamental para se forjar um bom policial com personalidade forte e preparada para enfrentar as adversidades da atividade policial. Para outros, este tipo de tratamento nada tem haver com a formação do policial contemporâneo, que deve estar mais próximo da comunidade e ser mais técnico e menos truculento.

Certamente, esta é mais uma discussão que está longe do consenso. Contudo, podemos encontrar o ponto de equilíbrio em nossas ações quando temos como prioridade a valorização da NECESSIDADE E UTILIDADE. Se não for necessário e útil para a vida policial, não serve para ser ensinado.

“Traquejar por traquejar, até uma criança faz. Difícil mesmo é ensinar.” (Palavras de um CAVEIRA)

Comments

  1. By Karlos Venicius

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    • By Jordão Vieira

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  2. By Bahia

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    • By Jordão Vieira

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