Sobre bruxas, pobres e outros humanos

sobre bruxas, pobres e seres humanos é um excelente artigo para a nossa reflexão dos dias atuais.
Por Edson Mascarenhas
A efetiva transformação do “animal” humano para o “ser humano” se deu ao longo de milhares de anos de evolução da espécie, atravessando períodos de quase extinção, até a dominação total do globo terrestre por nossa raça.
Durante este caminho, as relações sociais se transformaram radicalmente, modificando o modo de viver e de se relacionar com a natureza e entre nós mesmos. Porém, ainda hoje, após tantos anos desta propagada “evolução”, praticamos atos animalescos contra nossos semelhantes: se antes queimávamos na fogueira sob o pretexto da heresia, hoje executamos a sangue frio sob o argumento do criminoso irreversível; se esquartejávamos em praça pública, hoje admitimos veladamente a tortura de favelados, pretos e pobres.
O fato é que é muito difícil ser contra uma relação entre os seres humanos em que impere o respeito, a dignidade e o diálogo. Mas por que então insistimos ainda em cultivar elementos contrários a estes? Como conceber uma organização que não propague, nem tenha como base estes valores?
Alguns defenderão que não temos cultura para um pensamento tão avançado, ou que tem de se imperar este modelo, de obediência pura e cega, e de punições severas aos erros cometidos pelos subordinados, sob pena de perda total do controle por parte dos chefes ou comandantes. Talvez este modelo tenha dado certo em algum espaço ou tempo, porém na sociedade da informação, do acesso fácil e rápido ao conhecimento, fica difícil de manter uma aparência tão distante e fria dos seus subordinados.
Quando temos o contato direto e humano, podemos observar e identificar a verdadeira intenção das pessoas; identificamos qualidades e dons; bem como abrimos os olhos para os erros e para as falsas aparências. Nada mais fácil para um mau caráter ou corrupto que se esconder no anonimato da igualdade das aparências, nos “sim senhor”, “não senhor”! Humanizar nossas relações significa, antes de qualquer coisa, pensar o outro como igual e não como um inimigo a ser combatido, estando ele ao nosso lado ou não.

Comments

  1. By Anonymous

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  3. By T.Chagas

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