Redes sociais e a polícia

post sobre polícia e redes sociais

Olá caros leitores, já faz algum tempo que tenho em mente o debate sobre este tema tão controverso. Então, nada melhor do quê estrear 2018 com ele. Não há como negar que as redes sociais, na atualidade, já se tornaram fundamentais para a eficiência da comunicação entre pessoas. Contudo, qual a linha limítrofe entre a execução do direito de poder expor a própria imagem publicamente e a preservação da intimidade por questões de segurança pessoal e da família.

Nas redes sociais e o exercício de um direito

Quem acompanha os debates internos da corporação PM sabe que, a conquista e garantia de direitos sociais por parte da Polícia é uma luta diária. Policiais querem ter o direito de questionar, de votar e ser votado, de se sentirem humanos, de reivindicar e há aqueles que até exigem o direito à greve. Recai sobre esta luta o direito de poder expor-se como pessoa humana que trabalha fardada na área de segura pública; o direito de se expressar como pessoa com alto estima elevada, que cuida do corpo e da mente e que se sente feliz em exercer a profissão.

Sendo assim, é comum percebermos nas redes sociais a quantidade de policiais – homens e mulheres – que postam fotos fardados, exibindo operacionalidade, beleza, sensibilidade ou até mesmo a tão tradicional rusticidade dos cursos de ralo. Esta abertura, nitidamente, vem mudando a percepção de muitas pessoas a respeito da “vida de polícia”, deixando a ideia do policial que vivia reclamando da miséria e abrindo espaço para uma ideia de profissão que, apesar dos riscos, é possível ser feliz e gostar do seu labor.

Redes, polícias e o big brother da vida

Por outro lado, é inquestionável que a exposição pública de policiais, com amigos e familiares, exibindo suas rotinas e vida íntima, gera muita insegurança. O acesso a internet e às mídias sociais não é uma peculiaridade apenas das pessoas de boa fé, a bandidagem também está a cada dia mais conectada e utilizando – também – a rede para se comunicar com o mundo e também como fonte de informações. Desta forma, se a intenção do bandido for – por exemplo – emboscar algum policial, com base no que se posta na internet, ele terá uma grande vitrine para planejar e executar o ato criminoso.

Já ouvi alguns policiais dizerem que eles são Policiais Militares mas que não estão vivendo no Rio de Janeiro. Certo que o Rio vive uma realidade peculiar em relação ao resto do País, contudo, não morre polícia apenas na Cidade Maravilhosa. Em todo canto existe o mal e não podemos baixar a guarda.

Postar ou não postar, eis a questão?

Particularmente, não gosto de me expor fardado, contudo, confesso que já publiquei umas fotos nesta condição – inclusive aqui no Blog. Infelizmente, não há CARA sem COROA; da mesma forma que a exposição gera risco, também gera auto afirmação, orgulho de ser Polícia e de ostentar a farda, principalmente em momentos de conquistas.

Sem falar que até – institucionalmente – as PM’s de todo o Brasil passaram a investir muito da exposição da imagem da tropa, da propaganda e da valorização policial através das mídias sociais, o que – acredito eu – passou a encorajar os policiais militares a fazerem essa divulgação por conta própria, também.

Mas e você, o que acha do tema? Pode ou não pode? Comenta aí e deixa a sua opinião.


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Comments

  1. By mineiro

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  2. By Gabriel S Batista

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