O polícia pescador sem peixe!

POST SOBRE A POLÍCIA E PEIXE

Como Pegar um peixe!

Quando você vê pessoas com anzóis, iscas – os mais nutelas repelentes – logo pensa: é dia de pescaria. Não é difícil de continuar o raciocínio lógico que voltarão com peixes. Pois é, mas nem sempre é bem assim.

A mesma turma do último texto do UNO reunida, dessa vez, capitaneada por mim que tomara a frente. A pescaria se dividiria em dois locais: o primeiro com ênfase nos lambaris e o segundo para pegar traíra.

Lá vamos nós então. Lógico, homem que é homem tem que provar que é mais homem que o outro e fazemos isso das formas mais imbecis possíveis, inclusive, apostando quem pega mais peixe.

Traçado o plano da “macheza”, ganhei a primeira fácil. Pesquei mais lambaris que todo mundo. Nessa altura você já deve estar se perguntando se vem alguma história de pescador por aí. Hum, vamos lá, acredite se quiser, mas eu peguei três lambaris só jogando o anzol na água, sem usar qualquer tipo de isca. Como dizem lá na roça: o cara quando é bom, é bom mesmo.

Destaque para meu irmão, que ao final da primeira fase da pescaria, depois de não haver pescado nenhum lambari, perguntou: eu tenho que puxar o anzol é quando a boia abaixa? Sem comentários.

“Pede pra sair”… “você não é caveira, você é um moleque”

Partiu segundo endereço. Pesca de traíra. Eu não pesquei nada. Não tinha problema, já havia provado que era macho pescando lambari.

Meu irmão já desistiu com uns vinte minutos de pescaria e foi embora. Estava humilhante. Destaque para meu pai que, enquanto discutíamos inutilidades à beira da água, puxava uma traíra atrás da outra. Foi o que salvou a pesca.

Chegando ao final desta parte, vale a ressalva para a pescaria de um amigo da turma. Era o que mais se gabava. Pega peixe terrestre, peixe voador. Duzentos molinetes, isca viva, isca morta, sem isca e por aí vaí. Logo na chegada neste último local a vara que estava em sua mão envergou fortemente. A contar pela cena, veríamos uma traíra de quilo saindo da água. Ledo engano. Ele pescou um cágado, um bicho que não é peixe, (é réptil) e muito se parece com a tartaruga.

Soltamos o animal, afinal de contas, nem sei se é comestível e se é permitido sua pesca. Já na hora de ir embora, ao ver somente meu pai com sucesso na empreitada, novamente a vara de pesca desse amigo enverga. Estava a noite. Ele começou a gritar: ajuda aqui, peguei, peguei, peguei. O barulho foi tanto que todo mundo correu para ajudar e eis que escuto lá do canto: ah não, tartaruga de novo não!

Polícia de todo tipo!

Ser polícia é mais ou menos isso. Existem aqueles que querem provar que são mais polícia que o outro. Não adianta, quanto mais peixe pega, mais o cara se acha.

Existem aqueles que não nasceram para o negócio. Estão lá a beira do rio, andam com anzol, isca, mas rapidamente desistem.

Existem aqueles que pescam sem se gabar e enquanto os outros discutem quem é mais pescador que o outro, estão lá fazendo seu papel.

E por fim – pois este texto já está longo demais – existem os pescadores de tartaruga. Ah meu caro amigo, os pescadores de tartaruga estão aí em toda parte. Muita gritaria, propaganda, enfeite, mas peixe que é bom, nada. Só aparência. Afinal das contas, fosse depender desse tipo de polícia aí, pessoal iria passar fome. Algum amigo polícia te soa familiar?


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Comments

  1. By Wendel

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    • By Weslley

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  2. By Luíza Helena

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    • By Gerson Rocha de Souza

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    • By Weslley

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  7. By Rodiney

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  8. By Rodiney

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