O que vem depois ?

post sobre o que vem depois da formação policial

Depois da quimera

Olá meus nobres amigos

Desde o momento em que decidi que seria Policial Militar, sempre achei que após a formação os meus problemas seriam resolvidos e eu conheceria a tão sonhada felicidade. Eu não desconsiderava os perigos e necessidades da profissão, mas não os considerava empecilhos para o sucesso profissional. Passaram-se quase dois anos e eu tenho – a cada dia – convicção que a felicidade e o sucesso nada mais são do que uma busca incessante e desumana.

Por mais que você se esforce, nada será suficiente. O Guerreiro que gosta da área, de viatura e de alteração, a busca é ainda mais longa. A sensação que tenho é que nada é perigoso o suficiente para fazer o “polícia vibrador” desistir de provar para si mesmo que ele é capaz de testar mais uma fração da sua coragem e dos seus limites.

Quando entrei na Academia de Polícia eu tinha muita vontade de vestir o manto negro e ter a honra de bradar “caveira” na posição de descansar. O tempo passou e eu percebi que o buraco era mais embaixo… kkkk. Quando estava no 2º ano decidi que o meu destino seria outro; mas estas são cenas dos próximos capítulos. Tenho certeza que alcançarei a meta, mas acredito que não será o suficiente.

Eu tinha uma visão da polícia muito diferente da que tenho hoje. Na minha concepção, o policial deve ter o instinto de “caçador”, independente da função que ele ocupe. Se o policial trabalha no ADM, para a criminalidade isso não faz diferença, até ficará mais fácil para o “mala suja” atingir de alguma forma este policial, se ele se comportar como a “presa”. O caçador é agressivo e anda ligado, a presa é agressiva mas anda com medo. Eu tenho uma teoria sobre isso, mas também vou retardar um pouco este assunto, pois já é tema de outro texto que está no forno.

Enfim, ser policial para mim é realmente uma filosofia de vida. Não é uma profissão como outra qualquer. As pessoas comuns andam com medo porque em situação de perigo (assalto, roubo, troca de tiros) elas poderão ser atingidas; nós temos a certeza que nestas situações, se formos pegos desarmados seremos mortos. Então, se é para correr riscos, que corramos do lado mais forte e de forma mais qualificada.

Aos guerreiros que gostam da operacionalidade (independente da função que ocupa atualmente), não relaxem; treinem, se qualifiquem e não tenham receio do traquejo dos cursos operacionais, pois, é melhor sofrer para apreender junto com os seus pares do que colocar a sua vida, dos seus companheiros e familiares em risco por negligência, falta de técnica e omissão, de quem deveria ser técnico e responsável.

O que veio depois? Apenas a certeza que a felicidade está na conquista. Poucos segundos depois, é algo inexplicável; não me surpreende que estejamos em busca desta sensação o tempo todo, toda hora.

“Quando houver risco, assuma que há e aumente suas chances de vitória;
Negue, e tenha a certeza da derrota”.

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Comments

  1. By Matheus Bernardes da Silva Santos

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    • By Jordão Vieira

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