Radiopatrulhamento e suas histórias

imagem de viatura em post de radiopatrulhamento

Radiopatrulhamento OnLine

Olá nobres colegas e leitores. Durante mais um serviço de radiopatrulhamento ouvi uma história que nos coloca numa grande discussão sobre a nobre função da polícia militar.

Em certa feita, policiais embarcados numa viatura deslocaram até um localidade distante cerca de 40 km da sede da Companhia de origem. No retorno para a base, numa madrugada chuvosa e fria, perceberam que havia uma pessoa na borda da pista caminhando lentamente e se encolhendo para se proteger do frio. Ao parar a viatura, os policiais perceberam que se tratava de um senhor que parecia estar perdido. Neste instante iniciou-se a discussão: é ou não nossa função socorrer esta pessoa? O senhor deveria ser levado ou os policiais deveriam voltar para a cidade e avisar às autoridades de saúde?

A decisão

Tem um trecho do juramento policial militar que diz: “dedicar-me inteiramente ao serviço policial militar, à manutenção da ordem pública e à segurança da sociedade, mesmo com o risco da própria vida” (ESTATUDO PMBA). Diante disto, os policiais do radiopatrulhamento decidiram levar o Homem para a cidade. Procuraram a delegacia de polícia, mas não existia nenhuma informação de desaparecimento.

Missão cumprida

A esta hora, os policiais já suspeitavam que o Senhor sofria do mal de Alzheimer e que, provavelmente, tinha se perdido. Ao ser perguntado onde morava, o Senhor falou de um ponto comercial que ficava perto da sua residência. Os guerreiros deslocaram até o local na esperança de que ele se lembrasse da sua residência, e felizmente foi isto que aconteceu. Um familiar, que já não dormia há duas noites de preocupação, nos recebeu com muita felicidade. De família pobre e sem saber direito o que poderia fazer para recompensar a ação dos guerreiros milicianos, a mulher chorando de felicidade confirmou que o pai sofria de Alzheimer e que nada poderia pagar o que os policiais haviam feito naquela noite. Mesmo assim, ela se comprometeu a fazer orações pedindo proteção aos policiais que salvaram o seu pai naquela madrugada congelante. “A melhor recompensa que poderíamos ganhar naquele dia” (grifo nosso).

Refletindo

Em tempos como este que vivemos, não podemos dizer que histórias como esta são uma exceção; mas posso dizer que não são as mais valorizadas pelos veículos midiáticos do país, que preferem falar de operações desastrosas dos organismos policiais e de direitos “violados” de homens e mulheres delinquentes.

Aqui preferimos correr o risco de caminhar na contramão e mostrar o outro lado da moeda. Fique esperto e reflita sobre o que andam falando sobre os guerreiras da Polícia Militar.

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Abraços

 

Comments

  1. By Mário Jorge

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