Trânsito e fiscalização policial

post sobre polícia e trânsito

Atenção!

Este texto não contém comédia.

Contém alta dose de opinião polêmica. Em testes de laboratório, grande parte das cobaias demonstrou séria reação adversa. Em casos mais graves, ocorreram manifestações de palavras de baixo calão, bem como ofensas a querida genitora do escritor. Em persistindo os sintomas, procure um livro de autoajuda, vai plantar uma árvore ou mude de país…

Trânsito e fiscalização da polícia.

Para iniciarmos a discussão, partamos do princípio que deve ser realizado conforme previsão legal. Se formos discutir a legitimidade do Estado na cobrança dos impostos ou o afastamento principiológico das forças policiais em tal tipo de atuação, teremos que discutir o sexo dos anjos, os valores axiológicos de quem colocou a placa não pise na grama mas foi até lá para colocá-la, por fim, e não menos importante, porque o pato Donalds sai do banho enrolado numa toalha se ele não usa calça. Aliás, só a título de cultura inútil, o pato Donalds na verdade é um marreco…voltemos ao assunto principal.

Os especialistas

Então, please, não me venha com o argumento que deveríamos estar correndo atrás de “bandido” em vez de fazer blitz, pois, primeiro, um país que tem uma população carcerária de mais de 700 mil presos não tem um problema com a polícia repressiva – podemos discutir a questão preventiva -, se é preso e não fica, procuremos outras peças nesse quebra-cabeças. Segundo, a mesma sociedade que diz essa irônica frase, afirma que o trânsito está uma bagunça, que não tem local para estacionar, que todo mundo para na vaga de idoso, deficiente, etc, etc, etc.

Eu pensei neste texto após ouvir críticas da sociedade a respeito da fiscalização dos militares que trabalham no trânsito. Aliás, eu sofri as mesmas críticas quando comandei alguns distritos. Reunido com a população local, reclamavam do alto som dos “canos turbais” e dos jovens fazendo “gracinhas” nas motocicletas. Aumentei a fiscalização de trânsito. Acabaram as reclamações mencionadas, iniciaram aquelas que não tínhamos bom senso, que estávamos multando trabalhador, como se a discricionariedade pudesse levar ao caso de escolher quem autuar. Aliás, bom senso para grande parte da sociedade é: autue ele desde que me libere. Como disse um escritor brasileiro, estou indignado com tanta corrupção e o maior problema é que nem me chamaram para participar…

Apertando para gerar a ordem

Eu trabalhei no trânsito por algum tempo. Durante uns dias, tentei levar as infrações de trânsito na conversa, no famoso apito, onde o sujeito que parou no proibido estacionar e só foi na farmácia comprar um remédio, após deixar o habeas corpus do pisca alerto ligado (previamente julgado indeferido), vinha correndo, pedia desculpas e saía. Em menos de uma semana, a fama era que podia fazer aquilo pois o policial só advertia.

No fim das contas, era o dia todo trabalhando, pedindo as mesmas coisas e vivenciando os mesmos problemas. Depois a atitude mudou. Saquei o transparente tubo de tungstênio, vulgo caneta, uma arma mortal que ataca num dos únicos lugares que atinge o brasileiro – o bolso -. A primeira AIT, o primeiro carro rebocado. Pronto. Ali, naquele local, só parava quem era permitido. O resto do serviço, o zap, o facebook, a fofoca, a maledicência fez, espalhando que o trânsito naquela cidade não era bagunça e que havia fiscalização ainda que por vias transversas de comunicação.

O ponto final

Por fim, em administração gerencial, se aprende que quando não se sabe onde se quer chegar, qualquer lugar está bom. Contextualizando: para uma sociedade que não sabe o que quer, não sabe a polícia que quer, enfim, não sabe onde quer chegar, qualquer coisa está ruim. Ops, lá ia me esquecendo; na hora de colocar lá nos comentários defendendo a não fiscalização de trânsito, não se esqueça das 100 mil mortes anuais que temos no trânsito. (esse número leva em conta somente as mortes no local, não se computando as mortes de pacientes que ficaram internados e morreram após). Aliás, são mais de 60 mil homicídios, mais de 100 mil mortes no trânsito por ano e quase todo final de semana um morre na maior paixão do brasileiro – futebol – em suas intermináveis brigas de torcida. Êta (sic) povo pacífico!


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Comments

  1. By Glauzio

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    • By Weslley

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  3. By Patrulha Rural na veia

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