Eu quero é tudo

post sobre o tudo meu

Eu lanço tudo

Tem gente que foge de mim. Teme que alguma conversa vire texto no site. Outros, pedem para que possam ter um texto em sua “homenagem”. Outros, ainda, contam o mesmo caso três vezes pra este que vos escreve. Tá pedindo pra virar texto…

Esse meu chegado disse que sua pequena filha foi a um aniversário. Lá, aproveitou-se das guloseimas servidas e ainda fez questão de trazer pra casa um grande pote de doces.

Certa vez, após o almoço, resolve o pai de família comer um doce. Chegando próximo ao pote de sua herdeira, descobre que havia restado um único doce e sem pestanejar, pensativo que a criança já estava satisfeita de tanto comer, pegou o derradeiro.

Eu quero é tudo

Quando sua filha chegou da escola, começou o dialogo que se sucede. Cuidado, são cenas fortes.

– Pai, você comeu tudo!

– Não filha, eu comi só um!

– Não pai, você comeu tudo!

– Não minha filha, foi só um mesmo!

– Não pai, você comeu foi tudo!

E saiu a chorar…

A pequena história narrada tem sentido com a segurança e a sociedade que vivemos.

Farinha pouca, meu pirão primeiro

Nossa democracia ainda é uma criança quando comparada a outros países. No momento de seu nascedouro foi como uma festa de aniversário. Todo mundo resolveu pegar um pote de direitos, mas ninguém levou presente pro aniversariante (dever).

Eram preocupações alusivas a subsídios, prerrogativas, inviolabilidades. Segurança pública ficou relevada a 01 capítulo. Deveres? Muito poucos.

Nessa ótica criamos uma criança extremamente mimada, acostumada a comer muito e não deixar nada (e se você acha que o pagamento de uma grande carga tributária é suficiente para dizer que contribui muito como cidadão, ainda tem que estudar mais sociologia…).

Pois bem, com excesso de direitos, existe um “pai” para limitá-los. Contudo, muitos não sabem ouvir não. Lembro-me de diversas reuniões com autoridades onde posicionávamos, principalmente quanto a horário de duração de festas, localização de palco, etc, e nosso parecer técnico era ignorado. Não rara as vezes é necessário ocorrer uma tragédia para comportamentos perniciosos serem mudados.

E nessa, quando dizíamos que um horário deveria ser diminuído para o bem do cidadão, em prol da segurança, eis o argumento:

– Mas aí você está tirando tudo …

– Não, apenas limitando um direito…

– Mas aí é tudo …

– Não, é só um só …

Só tomara que este povo não morra de diabetes.


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Comments

  1. By Rodiney

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    • By Weslley

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  2. By PAC 01 na veia

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  3. By Marcos

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