Empatia

post sobre empatia, um militar salvando o outro

A empatia da capoeira?

Há alguns anos, em treino de capoeira, um dos meus colegas estava tentando realizar um salto mortal, daqueles mais simples, nada de outro mundo não. O problema é que ele sempre caia de joelhos. Sem aumentar e nem diminuir nada, foram umas 30 tentativas. Imagina aí o estado do joelho do “cabra” após a trigésima tentativa. Naquele dia ele sangrou, mas não conseguiu.

A cada tentativa dele, o ambiente parecia um cortejo fúnebre, todos calados para que o guerreiro pudesse se concentrar; e a cada erro era como se fosse uma bola na trave, numa final de copa do mundo, aos 47 do segundo tempo (imaginou aí?). Mas no dia seguindo, quase sem conseguir andar, lá estava ele de volta; correu, se aqueceu, se alongou e voltou para a pista de areia. Contudo, parecia que nada havia mudado. Continuava errando.

Dez, quinze, vinte tentativas e nada. Já tínhamos uns 50 minutos de treino e ele não parava; nós paramos e nos concentramos só nele, dando força e tentando ajeitar o que achávamos estar errado. Eis que em uma destas tentativas ele realiza o salto e cai de pé. Sabe aquela bola na trave aos 47? Agora imagina essa bola balançando a rede. Alegria total, parecia que o capoeira tinha ganhado uma maratona; pegamos ele nos braços e jogamos para cima, até o meu pai que estava ali só “curiando”, chorou.

Conceito sério!

Empatia: capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa, caso você estivesse na mesma situação vivenciada por ela (conceito do google, nada sofisticado).

Empatia com a Caveira!

Estes dias, um amigo conseguiu formar no Curso de Operações Especiais (ingresso para BOPE); lembra do filme lá, multiplica por 1000, aí vai chegar perto do que é o curso de verdade. Eu me emociono todas as vezes que vejo a foto dele com o brevê, porque lembro do quanto ele se esforçou durante o curso de Oficiais, treinando no sol de meio dia e reduzindo o seu horário de almoça (o que já era reduzido). O pior eram os julgamentos: esse cara tá doido, não liga pra estudar, vai ficar entre os últimos e vai trabalhar em Cocos (nada contra Cocos, apenas uma cidade longe pra caralho).

Cuidado com o que deseja para os outros

Acho que estes são exemplos de empatia, ficar feliz quando o seu amigo está; festejar quando o outro conquistou algo importante ou às vezes nem tão importante; se alegrar com a vitória do outro; se pôr no lugar do outro, inclusive nos momentos de tristeza. Seja na sua vida particular ou na sua profissão (no meu caso, na profissão policial), ter empatia faz a diferença, pois, o que mais encontramos por aí são pessoas que só conseguem ficar felizes com a sua derrota.

A vida está tão selvagem, tão competitiva, que as pessoas perderam o rumo e não sabem distinguir uma luta particular para conseguir algo de uma disputa arrogante e individualista por status. Na realidade, a conquista do outro não vai interferi na sua vida; a sua preguiça, procrastinação e acomodação, sim. Você tem que ser “o capitão da sua alma” (Clica aqui e veja o poema na íntegra). Entenda que a vida pode ser encarada de várias maneiras, eu prefiro percebe-la como um “mar de possibilidades”, ou você está pronto ou não está, o outro nada tem a ver com a sua vida e nem você com a dele.

Passando a régua

Acho que já conseguir relacionar este texto ao tema no Blog, né? Sei não, a cada texto é um esforço diferente (risos), mas se tivesse que conceituar o que seria uma “empatia policial”, acredito que ela não estaria unicamente atrelada a se colocar no lugar do nosso “cliente direto” (a sociedade), mas principalmente às relações interpessoais internas e com os nossos amigos e familiares de fora da corporação. Torcer pelo outro é fundamental, pois, quando fazemos o “bendito juramento”, colocamos em jogo o nosso bem mais precioso – a vida – e polícia só presta se for de verdade, se você tá querendo ser só mais um funcionário público, procura outro canto para amarrar o teu jegue, homi!


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Comments

  1. By weslley

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    • By Jordão Vieira

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