Faca na caveira: tributo aos direitos humanos

post sobre comandos e a faca na caveira

Caveira, símbolo da morte?

Lendo este título, a primeira impressão que se tem é que se trata de uma contradição sem limites, não é? Quem não se lembra da frase marcante do personagem Deputado Fraga (Tropa de Elite 2) “Ter uma polícia cujo o símbolo é uma caveira. Ter uma polícia cujo símbolo é a morte”, referindo-se a intervenção do BOPE no presídio matando um criminoso?

Pois é, mas “nem tudo que parece é”, já diziam os Mestres antigões. Há relatos de que esta simbologia nada mais é do uma homenagem à vitória dos direitos humanos sobre o terror, da vida sobre a morte e não o contrário.

Resinificando a simbologia

A defesa dos direitos humanos por forças especiais pode ser identificada durante a ofensiva dos Aliados contra a dominação nazista na Europa na década de 1940. Surge aí, o conceito de Comandos com o foco na defesa da liberdade e dos direitos do homem. Comandos são caracterizados por serem grupos militares pequenos altamente treinados, motivados, com capacidade para cumprir missões de alto risco com eficiência. Este grupo foi idealizado pelos britânicos (Winston Churchill) para operarem contra os nazistas.

No Brasil, a formação do Curso de Comandos data-se em 1942, com seis meses de treinamento, com uma turma composta por Oficiais e Sargentos da Força Pública de Minas Gerais.

punhal de comandos no post faca na caveiraO símbolo dos primeiros ComandosSpecial Air Service (SAS) – Britânicos, era e é o punhal, ladeado por asas e a frase “Quem ousa, vence”. Os que concluíam o curso recebiam um punhal, símbolo máximo do SAS. Sendo assim, os Comandos se tornaram temidos pelas tropas Nazistas, tendo inclusive, uma determinação expressa de Adolf Hitler para que fossem exterminados até o último.

Por outro lado, na Alemanha – nesta época – existiam também os Totenkopf (crânio da morte), um dos grupos mais cruéis entre os nazistas, cujo o símbolo era o crânio. Sendo assim, a partir da ascensão de Hitler e a utilização do crânio por esta divisão nazista, tal simbologia ficou comprometida e passou a representar a crueldade e desumanidade existentes nos campo de concentrações nazistas. Os Totenkopf ficaram conhecidos como os violadores dos direitos humanos em todas as suas dimensões.

A vitória sobre a morte

Diante disto, ficou clara a existência de dois opostos naquele momento histórico: de um lado os Comandos, cuja a simbologia era o punhal; de outro, os Totenkopf, cujo símbolo era o crânio. Existe a afirmação, com base em uma tradição oral, de que com a vitória das forças aliadas sobre os nazistas, os Comandos teriam invadido a base dos Totenkopf e sobre a mesa do seu comandante havia um crânio (símbolo daquela divisão), para sacramentar a vitória da vida e da liberdade sobre a morte nos campos de concentração, um soldado Comandos teria cravado o punhal sobre o crânio e que desse ato teria surgido a expressão “vitória sobre a morte”.

bope da pmba no post faca na caveira

Desta forma, as forças especiais das Polícias brasileiras homenagem a vitória dos Comandos neste momento histórico, trazendo em seus brevês o crânio transpassado pelo punhal, em alusão o que naquele marco representou a retomada do respeito aos direitos fundamentais do homem.

Referências: Livro Atividade Policial – Rogério Greco

Faca na Caveira!!


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Comments

  1. By Valdeci Faustino

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  2. By José Geraldo

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