Desculpe o transtorno, é a reforma

post sobre a reforma da segurança

Reforma infinita

Estamos em reforma. Que coisa! Parece obra do governo, nunca termina no prazo e fica sempre acima do orçado. Todos os profissionais envolvidos (gesseiro, pintor, pedreiro, vidraceiro) se uniram para me quebrar. Só pode. Num é pussivi…

 Quem chega na minha casa hoje não vê a melhor paisagem. Mas qualquer desavisado logo percebe que estamos em reforma e que a casa, como diz a minha esposa, virou uma extensão do meu quarto: tá uma bagunça!

Sem problemas, ainda que eu não consiga proporcionar o melhor ambiente para recepcionar a visita, um amigo forasteiro que por aqui parasse, ao ver todos trabalhando, meus cabelos caindo e os que ficam, branqueando, vendo os projetos, a explicação dos detalhes, saberá que ao retornar tempo depois, achará repouso numa residência bem mais aconchegante. Se amigo for, esperará com alegria o término da obra e fará questão de vir tomar um café.

A casa da segurança vive em reforma. Desde que eu me entendo por gente eu vejo alterações sendo feitas. Mas parecem que contrataram o gesseiro para fazer as colunas, o pintor para colocar o piso, o vidraceiro para rebaixar em gesso e o gesseiro recebe o dinheiro em casa e nem na obra vem…

É muito projeto inexequível. Querem sustentar uma casa de 200 milhões de andares sobre uma única coluna chamada polícia. Quem deveria ajudar a sustentar esse peso, está no andar de cima, afinal de contas, como alguns mesmos dizem, serviço de polícia é chão de fábrica. Tá errado amigo, no Brasil, é subsolo. O chão ainda tá bem acima…

Não bastasse a casa da segurança se apoiar demais em somente um sustentáculo, impedindo uma reforma ampla e profunda em toda a estrutura e a utilização de profissionais que querem mexer na coluna sem qualificação técnica, existe um erro fatal aqui. Lembram-se lá do projeto da minha casa? Pois é, eu sei onde quero chegar, sei como as coisas vão ficar. Já neste nosso projeto, nós não sabemos para onde vamos e nem mesmo o que queremos. A cada dia, um fragmento da coluna simplesmente vai embora honrosamente (pois cumpriu seu tempo) e no lugar, outro fragmento faz o trabalho de dois na política de fazer mais com menos… até o dia que o peso estrutural vai ruir o que sobrar. Outros pedaços dessa coluna nem mesmo tem dado a sorte de findar e sucumbem nas mãos dos pesos mortos que carregamos de andares superlotados ou um peso tão terrível quanto: o peso da caneta do andar de cima.

As vezes, no meio de poeira, cimento, gesso, dá vontade de pegar um avião e ir para o outro lado do mundo e voltar daqui uns seis meses quando tudo estiver pronto. Já nessa reforma paralela, se fosse possível hibernar hoje e acordar em 2050, temo que o prédio todo esteja no chão!

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Abraços

Comments

  1. By Gerson Rocha de Souza

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