Os cursados

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Cursados x Não cursados

Olá meus nobres

Hoje relatarei aqui uma conversa que tive com um amigo policial de outro Estado. O cara é um “Pic… das galáxias” no que se refere a operacionalidade e Cursos Operacionais pelo Brasil. Nossa conversa girou em torno de uma temática que é muito polêmica no meio militar: cursados x não cursados.

Afinal, o que difere um policial cursado do não cursado? Para muitos, são polícias diferentes; são ilhas isoladas que separam os verdadeiros policiais daqueles que só querem tirar serviço no macete; é o divisor de águas entre aqueles que “querem” dos que “não querem mais”.

Não é incomum que dentro de uma mesma tropa aja certa segregação na montagem de guarnições, usando como critério os grupo dos “brevetados” e o grupos dos “peitos lisos”. Satisfação para uns e desmotivação e indignação para outros.

Opinião de um caveira

Puxei este tema aqui no Blog porque cresci como pessoa e como policial quando ouvi o seguinte relato:

“[…] isso tudo é besteira, meu amigo; não se mede competência pela quantidade de brevês no peito; não se mede coragem, companheirismo, caráter e valores pessoais por este critério. O curso te dá uma condição melhor de atuar e operar; te dá uma condição melhor de instruir; mas também é previsto que um policial cursado tenha mais aguçado em sua conduta a humildade (entre outros valores). É muito fácil dizer que é humilde, quebrar os alunos no pau – no curso – para forjar o guerreiro humilde, com senso de coletividade e disciplinado, mas na hora de por em prática na vida real, chama os companheiros de ‘cú de sola’ para deixar claro que um curso faz o homem, e não o contrário”.

“Respeito os cursados. Acho até que deveríamos ser mais valorizados institucionalmente, por causa da especialidade que temos (como acontece em toda profissão), mas temos que entender que somos minoria; nós apenas ajudamos na luta do dia-a-dia, juntando-nos à grande maioria dos policiais que não têm cursos operacionais, mas que ajudam da sua forma. Importante é dizer também, que não respeito os preguiçosos e macetosos, contudo, desses aí temos em todo canto, inclusive ‘macetosos brevetados’. Temos que entender isso”.

No curso

Quando estava na coluna de marcha de um curso desses aí de ralação total (que não consegui concluir, diga-se passagem), um cursadão lá me perguntou porque eu tinha ido fazer este curso? Só consegui pensar na ideia de ter ido lá para melhorar como pessoa e como profissional; respondi isso!

E é isso. Acho que algumas experiências todos devemos passar, pelo menos, uma vez na vida. Mas a ideia de buscar conhecimento – seja lá como for a forma – não pode estar desvinculada do crescimento espiritual, pois se assim for, você está perdendo tempo!


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