Presídios brasileiros em crise

post sobre presídios no brasil e a crise

Presídios no Brasil: cenas novas de velhos capítulos

Não é porque diminuíram as notícias de massacres nos presídios brasileiros que a situação está resolvida. Essa crise não é de hoje e com as soluções imediatistas que se apresentam não tende a acabar. O que segurava o barril de pólvora eram acordos entre as próprias facções que, agora, resolveram medir forças entre si.

Com uma reincidência que beira 75%, (segundo o CNJ), não há polícia que consiga diminuir os índices criminais de um país de tamanho continental como o nosso.

Presos de facção criminosa transferidos de um estado para o outro funcionam como “projeto missões”. Explico. Vez ou outra nossa igreja manda missionários para outros estados ou mesmo países para pregar o evangelho. É uma forma de cumprir uma recomendação bíblica e transformar a vida das pessoas através das boas novas. Só que enquanto no evangelho se tenta levar vida, o Estado faz a mesma coisa, às custas de dinheiro público, com o crime. Logo, o que se expande é o poder de facções criminosas que antes restritas a um estado e hoje, presente em quase todos os entes da federação e em alguns países da América latina.

Outro ponto interessante a ser questionado são as fugas em massa que aconteceram e o uso da Polícia Militar para fazer guarda de presídios. Há tempos os manuais internacionais de direitos humanos recomendam que quem prende não deve tomar conta. Uma boa parte do efetivo da Polícia que deveriam patrulhar as ruas estão, na verdade, ou correndo atrás de presos que outrora já haviam sido capturados ou tomando conta daqueles que capturados estão e não exerceram o “direito a fuga”.

Por fim, cito o projeto do governo para resolver o problema dos presídios. Colocar todos os criminosos que estão condenados por crimes não violentos na rua. E assim caminha o Brasil. De fato, para quem vive cercado por seguranças, cercas elétricas, seus bens são assegurados e suas residências tem todo tipo de ofendículos, é fácil defender que os estelionatários, “puxadores” de veículos, furtadores, estejam na rua, afinal de contas, eles nunca chegarão em casa e terão o desprazer de ver sua residência limpinha como uma casa recém-construída. E quem vai lidar com as cobranças da sociedade sobre o aumento da criminalidade? Quem vai ter que ir na Câmara Municipal atender requerimento de vereador pois a criminalidade aumentou na cidade? Quem vai dar a cara a bater na televisão para explicar tudo isso em trinta segundos? É, como dizem aqui, dá próxima vez, chama o Batman!

E aí, gostou da nossa postagem? Visite-nos em nossa página no FACEBOOK-QSP e também leia o nosso último post CLICANDO AQUI. Grande abraço!!

Comments

  1. By Bruno Quesado

    Responder

    • By mineiro

      Responder

  2. Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *