Nunca erra quem faz a coisa certa

Mas afinal, como saber que o que estou fazendo é o correto? Já dizia um Juiz norte-americano que fazer o certo é igual a pornografia, você reconhece quando vê. Se parece certo, tem cheiro de certo e tem gosto do certo, então é bem possível que você esteja acertando.

Na polícia, como em outras organizações brasileiras, muitas ações erradas costumam ser legitimadas como certas, e os seus agentes as realizam sabendo que está fazendo o errado, mas agem sob a batuta legitimação social e da impunidade. Isso é um problema!

Dentre as problemáticas que esse tipo de comportamento gera, a principal para mim é o bloqueio para as novas ideias e a manutenção de condutas obsoletas, principalmente na gestão pública. Se você for aquele comandante que aposta em inovações, em diálogo e fomentador de autonomia para os subordinados – como deve ser – logo virá a tona as “velharias verbais”: lá vem o revolucionário, esse aí não tem comando, isso não funciona na polícia, não existe democracia na polícia, etc.

Porém, não podemos nos abater com esses empecilhos. Uma instituição, a exemplo das Polícias Militares, não existem por si só. Elas são constituídas de pessoas e assumem as características dos seus líderes e comandados. Por isso, antes de criticar a sua corporação pense que você é parte dela e que se algo está te incomodando é porque você não está realizando o seu serviço da maneira CERTA ou está deixando que os outros ditem as regras do jogo que você também faz parte.

Não importa se você é o Comandante ou Subordinado, a Polícia só existe porque vocês garantem-lhe a existência, e se algo vai errado com ela é porque algo de errado há com você também.

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