Chupa essa manga!

post sobre trafico de armas e mangas

O tráfico de mangas

Imagina um pai raiz. Daqueles com fazenda e vinte filhos adolescentes. Pois é, convencido pela mística que manga com leite faz mal (se quer saber de onde vem essa história, explico no meu outro blog, AQUI), o patriarca – que vive da produção de leite – resolve proibir seus filhos de se deliciarem com manga, detalhe, mesmo aqueles que não gostam de tomar leite.

Para tanto, corta todas as mangueiras existentes em sua propriedade. Não compra, não produz nenhuma coisa derivada de manga. Sua cegueira alcança limites proibitivos a ponto de nem desfile de escola de samba do Rio de Janeiro ser assistido.

Mas o patriarca tem um grande problema: seu vizinho. O vizinho é também proprietário de uma grande fazenda, especializado única e exclusivamente na produção de mangas. E pior, seu vizinho não usa cerca, proteção, leis, capangas, nada, nada para proteger sua plantação. É só ir lá e pegar.

Lógico que o pai tomou uma atitude. Colocou uma meia dúzia de empregados para vigiar as “fronteiras” das fazendas. Só que os vários hectares que fazem divisa tornam a força vigilante improdutiva e incapaz de deter algo muito maior: a perspicácia de adolescente em adquirir mangas.

Após descobrir que a aquisição de mangas é um bom negócio e não dá quase nada (vez ou outro um irmão mais bobo é surpreendido mas não fica encarcerado de castigo por causa disso, vez que o pai proíbe mas sua lei é muito benevolente), somado ao fato que a utilização da manga também não dá nada, podendo chupar manga pura, alterar a estrutura da manga e fazer derivados, misturar com leite, etc, o tráfico de mangas tornou-se interessante, de forma que, a fazenda, onde é proibido manga, é uma das que mais tem consumo da fruta.

Esses textos estão cada vez mais parecidos com Lost. Não dá para entender nada…

Associe então a fazenda do pai ao Brasil e o vizinho seja a América do Sul. Sejamos mais precisos: o Paraguai. Enquanto o Brasil tem um rígido controle de armas, nossos vizinhos não fazem nenhuma questão em controlá-las. O resultado disso é que quem precisa comprar uma arma legal em terras tupiniquins passa por um controle rigoroso e demorado e quem não poderia adquirir armas atravessa as fronteiras continentais desse gigante país e faz aquisições de todo o tipo.

Liberar o porte/posse de armas seria a solução?

Não vou entrar neste mérito. Deixo para você, caro leitor. Apenas para fomentar o debate, afirmo que: existem países desarmamentistas com baixo níveis de homicídios (Japão) e outros com altos níveis (Brasil). O inverso também é verdadeiro. Dar uma arma ao cidadão é garantir seu direito mais básico e vital – legitima defesa da vida – e permitir que alguém despreparado tenha acesso a um equipamento que tira vidas com tanta facilidade é legalizar a conduta de tirar o direito mais precioso que nos assiste: a vida.

E se não for para legalizar, existiria outra forma de conter a fazenda vizinha?

O Brasil tem grande força na América do Sul por ser o país mais ativo em relações comerciais. Exigências poderiam ser feitas as outras nações para manutenção de acordos como o Mercosul e outros que existem. Não seria impossível. Contudo, isso criaria e aumentaria rotas de tráficos de armas alternativas de outros países. Lembrando que este é o segundo tráfico que mais aufere dinheiro no mundo, perdendo, apenas, para o de entorpecentes.

Poxa, vai ficar em cima do muro? rs, tenho minha opinião formada sobre isso, mas o objetivo é só levantar a bola do debate. Deixe seu comentário sobre o que você acha mais correto. O que posso adiantar é que a questão dos homicídios está muito ligada a capacidade de elucidação / condenação do sistema como um todo do que a arma em si, trazendo os fatores da pena como alicerces que funcionam (capacidade de regeneração + intimidação social) aliados a fatores comportamentais e educacionais do povo. Mas faremos isso com arma ou sem arma para a sociedade?

E aí? Como dizem, chupa essa manga…


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Comments

  1. By Rodiney

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  2. By RODINEY

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  3. By Lidiane

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  4. By Gerson Rocha de Souza

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