Carceragem: a escola do crime

Carceragem no Brasil é a verdadeira escola do crime. Veja como andam os nossos presídios.

A verdadeira escola do crime

Diante de tantos problemas da vida, violência urbana propagada nos meios de comunicação e também pensando no serviço complexo da polícia no Brasil, me peguei refletindo sobre como deveria ser difícil viver no período da pena de morte e das torturas públicas e cruéis. Uma sentença imposta – muitas vezes – sem o direito da defesa para o condenado.
Em resposta a esta afronta aos direitos humanos, decidiu-se pensar em estratégias para tornar justo o julgamento e a pena daqueles que cometessem atos ilícitos. Eis que surge o Sistema Carcerário (a prisão), locais que serviriam para punir o meliante, retirando-o do convívio social para reeducá-lo, e levá-lo voltar à vida em comunidade.
Ao que me parece, alguma coisa deu errado nesta interfase temporal!
O que vemos hoje em dia não difere em nada das atrocidades do período medieval. “O fim é o mesmo, apenas tomado por outros caminhos”. As adversidades são várias: presídios superlotados e sucateados, morosidade da  justiça, aumento linear da criminalidade, entre outros. O que dizer das acomodações de uma cela com capacidade para 4 pessoas, mas que acomoda mais de 20? O que dizer das condições sanitárias e higiênicas desta cela?
Aqui não se trata de um “manifesto” para a aquisição de hotéis 5 estrelas para criminosos, mas sim, do cumprimento do que diz a nossa carta magna:
 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XLIX – é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral;
É bom deixar claro que a ideia do texto não é confrontar as impressões e opiniões que LADRÃO E POLÍCIA nutrem, um sobre o outro. Não defendo o abrandamento da punibilidade, muito pelo contrário. Contudo, de que adiantará aprisionar o bandido em um sistema que não cumpre o seu papel primordial (ressocializar e recolocar este indivíduo de volta no ambiente social)?
O nosso Sistema Prisional atual não responde mais às demandas da modernidade, pois, não cabe mais tratarmos seres humanos como meras baratas. Não cabe pensarmos em redução da criminalidade e da violência, quando – controversamente – estamos transformando presídios em verdadeiras e eficientes ESCOLAS DO CRIME.

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