Atividade Policial: militarismo x sociedade

Olá meus nobres

Este não é um tema novo aqui no nosso Blog, pois já escrevi outros textos que retrataram aspectos da função policial que nos direcionam para uma retomada da dimensão humana desses profissionais. Contudo, esta reflexão – mais uma vez – ganha destaque na medida em que a atualidade está sendo marcada pelos exaustivos debates sobre a modernização das polícias brasileiras.

Não há uma opinião consensual, na tropa, sobre a eminente reforma das polícias, mas existe a certeza, tanto para os policiais quanto para a sociedade, que alguma coisa está errada na formação ou na atuação policial no Brasil. É certo que sem a Polícia nas ruas a vida em sociedade ficaria insuportável, porém, não há, por outro lado, nenhum tipo de cumplicidade entre policiais e populares.

Se pensarmos na finalidade da Polícia Militar poderemos notar que a criação desta instituição só ganha sentido na presença de uma sociedade constituída e esta, para se consolidar harmonicamente, depende da atuação da PM nas ruas. Mas então, qual o motivo do descompasso entre Polícia e Sociedade, já que existe uma interdependência?

Uma das principais reivindicações entre militares e civis é a “desmilitarização das Polícias” e a incorporação de valores e preceitos democráticos na corporação. Isto, segundo seus defensores, evitaria que os Policiais sofressem qualquer tentativa de desumanização nos cursos de formação ou mesmo durante o serviço.

De fato, em vários países do mundo este “descompasso” só foi sanado por meio de uma criteriosa reforma nas instituições policiais, medida que transformou – na Colômbia – a aceitação social da Polícia de 17% para quase 70%. Por isso mesmo, não podemos negligenciar este momento em que o Brasil está abrindo o debate sobre esta temática tão importante, pois, este pode ser o divisor de águas para que, enfim, possamos ter uma POLÍCIA da sociedade.

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