Defesa pessoal e atividade policial

post sobre defesa pessoal e atividade policial

Defesa pessoal pode salvar sua vida

Cresce a cada dia os confrontos armados entre policiais e infratores; estes, cada vez mais detentores de armas de grosso calibre. Isso exige das forças de segurança um reaparelhamento para fazer frente a tal situação.

Ainda que tais embates tenham crescido, mais de 90% das ocorrências com uso de força são resolvidos com técnicas de defesa pessoal. Isso ocorre pois além da geração que está disposta a fazer toda forma de enfrentamento armado, também há uma geração que não tem armas, contudo, não respeita os pais, os idosos nem qualquer regra ou limite, logo, subverter, enfrentar, é a regra. É o povo que vem aí pra mudar o país pela tela do computador. Não possuem, mas são possuídos pelo celular. São incapazes de trabalhar carregando um engradado de cerveja, embora consigam levá-lo todo no estômago durante suas bebedeiras. Incapazes de trocar o pneu do carro mas desfilam o que não tem pra baixo e pra cima às custas dos pais. É a geração que se preocupa em comer a goiaba sem cuidar da goiabeira. Voltemos.

Responsabilidade pessoal ou institucional?

Com tanta distorção social, confrontos para limitar direitos são inevitáveis. E é nessa que muitos encarregados de aplicação da lei – EAL – nome bonito que os manuais de Direitos Humanos nos dão – enfrentam dificuldades, pois não continuam o trabalho de aperfeiçoamento que iniciaram nas academias. A polícia tem uma grande demanda de profissionais qualificados. Tendo em vista o princípio da eficiência (economia + rentabilidade), deve-se utilizar o mínimo de recursos possíveis para se atingir com eficácia o maior número de pessoas. Logo, quanto menos lesivo for o desfecho de uma intervenção, maior será o grau de eficiência. Destarte, o exercício de uma arte marcial é um aliado importante para mitigar os riscos de uma ocorrência.

Cobrar tal iniciativa (aperfeiçoamento da defesa pessoal) das instituições parece não ser o caminho. Isto porque, cada vez mais a sociedade ordeira quer ver polícia na rua e o treinamento está sendo tirado da carga horária laboral e colocado como responsabilidade pessoal do agente.

Nessa, fui pro jiu jitsu. Lógico, como em qualquer lugar, você encontrará pessoas que vão única e exclusivamente para te “amassar”. Não te ensinarão nada e é preciso ter paciência. Mas como diria o ditado, quando a farinha é pouca, meu pirão primeiro. Se a farinha da nobreza é pouca, restando-lhe, apenas, a pobreza de espírito de se mostrar melhor, não  espere muita coisa de tal criatura. Nem no jiu jitsu, nem em lugar ao algum.

Mas não se parte da exceção para regra. Ao contrário, a regra que eu vi é que a maioria das pessoas são extremamente focadas e solidárias a ajudar quem está começando.

Uma história de vida e lutas

Neste ponto eu entro no enfoque do texto e já caminho para o final. Quando você vê um verdadeiro faixa preta, saiba que ali estão anos de muito suor e dedicação. Treinando umas três vezes por semana, gastará de 08 a 12 anos a tão almejada faixa. Lógico, existem os prodígios, 05 / 06 anos já ostentam tal conquista. Existem os que demoram um pouco mais, seja pela falta de rotina de treinos ou por uma dificuldade diversa. Lá se vão 12, 15 anos. E existe o Weslley, que parece o Pikachu do Pokemon, que já está na 10ª temporada e no evolui nem a porrete…

Gasta-se 10 anos para chegar numa faixa preta, dentro de um esporte com regras, caindo em macias placas de tatame. Logo, não abra mão de treinar sua defesa pessoal e deixá-la com um mínimo de condicionamento para usá-la numa luta que não tem regras e o único objetivo é voltar bem para casa. Lembre-se da estatística: 90% das ocorrências, quer você queira ou não,  penderá para o lado da defesa pessoal.

Num país que você até pode conseguir uma arma de fogo, mas não pode ter spray de pimenta, armas de impulso elétrico, ou seja, os instrumentos de menor potencial ofensivo são tão restritos, as vezes, caro companheiro, braços e pernas ser-lhe-ão sua única / última / melhor saída.

Ah, e se você acha que não leva lá muito jeito, faça por saúde! Melhor que ficar deteriorando dentro de casa.

(Texto homenagem ao instrutor de defesa pessoal Karlos Nascimento / BA e aos mestres do JJ Shonny / Leopoldina – MG e Alan / Muriaé – MG).


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Comments

  1. By Wendel

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    • By Weslley

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  2. By Valdeci Faustino

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  3. By Alan Esperança da Rocha

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  5. By RODINEY DELGADO PINTO

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    • By Weslley

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  6. By Leonardo Correa

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