A carne tupiniquim e o açougueiro charlatão

post sobre a carne, o açougueiro e o brasil

A vida na roça

Nascido na roça, entendo alguma coisa sobre frutas e legumes. Meu pai trabalhava com isso. Pouco sei sobre animais…

O resultado disso era meu ódio mortal para fazer uma atividade que deveria ser simples: comprar carne.

“Vai lá na rua e compra 1kg de carne” – ordenava a matriarca. A distância de 04 km e morros para ir e voltar de bicicleta não eram tanto o problema (hoje está na moda andar de bike, mas no meu caso, era pobreza mesmo); o problema era que o bendito açougueiro começava a fazer tantas perguntas que eu não sabia responder e sempre chegava em casa com algo diferente do planejado por minha mãe. Se você pensou na simples forma de resolver “liga para ela”, esquece, estamos falando dos idos de 1995, numa cidade chamada Guiricema. Celular só chegou junto com Coca-cola e bala Halls muito tempo depois.

Não adianta enrolar, tem que entender de “carne”

Lógico que eu tentei aperfeiçoar a prestação do serviço gratuito que me dispusera a fazer de forma voluntária (coloque um ar de ironia na parte final). Mãe, é carne de porco ou de boi? É de primeira ou de segunda? Não adiantava, o açougueiro sempre era mais astuto e tinha uma pergunta na minha frente: “Picado, bife ou moída?” – questiona o ser de branco com manchas em seu uniforme demonstrando ser aqueles “açougueiros raiz”…

Por resto, eram tantas as perguntas que eu respondia: “Manda qualquer carne que você achar que a mãe e o pai vão querer…”!

Brasil: carne de segunda ou o açougueiro que é charlatão?

O governo, a segurança pública, a polícia em especial – alvo maior desse site – tem uma chance de ter sucesso: colocar para comprar carne quem entende de carne. Enquanto a gerência administrativa do Brasil estiver nas mãos de quem nada entende do assunto, o povo vai continuar comendo carne de segunda, possivelmente, de cavalo, e diga-se de passagem, talvez se acostumem com isso e achem bom, pois voltar lá na rua para trocar a carne não vale a pena. Logo, quase 70 mil homicídios por ano já não incomodam tanto.

Carne e segurança são complexos. Mesmo minha mãe comprando o alimento, não foram poucas as vezes que a carne estava dura, ruim, rançosa. Mesmo com um especialista na área, segurança continua sendo complexa e uma ou outra política podem não funcionar, mas eu prefiro chamar um churrasqueiro para comprar e assar a carne a colocar crianças inexperientes para fazê-lo. Agora vai?


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Comments

  1. By Isabella Coêlho

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  2. By Wisllas

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  3. By sterphison duarte

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  4. By Karinyfineza@hotmail.com

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    • By Jordão Vieira

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        • By Jordão Vieira

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  10. By Isabella

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  11. By Adnilson Amaral

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