LETALIDADE POLICIAL: solução de um problema sem fim?

Olá meus nobres

Estive lendo algumas matérias, estes dias, sobre a letalidade policial e o perigo desta profissão e acabei me deparando com algumas posições que, sinceramente, não consigo visualizá-las de um ângulo minimamente sensato. Talvez seja por ignorância ou por olhar o negócio por dentro e, nesse sentido, encontrar dificuldade em enxergar tais posicionamentos como possíveis e realizáveis.

Em 2013, a BBC Brasil em parceria com governos estaduais conseguiu identificar que ocorreram pelo menos 1.259 homicídios cometidos por policiais e 316 baixas nos quadros das policias civil e militar em 22 Estados que colaboraram com o envio dos dados a pedido da empresa. Denotando que a cada quatro pessoas mortas por policiais no país um policial foi abatido.

É notório, e inclusive a mesma pesquisa mostra, que a grande maioria dos policiais mortos estavam em seu horário de folga, porém, trabalhando em algum “bico” em estabelecimentos privados buscando ampliar a sua renda. Já as mortes oriundas de ações policiais ocorreram quase que na totalidade em operações oficiais da polícia.

Esta guerra aponta para perspectivas negativas no futuro, pois, parece que quanto mais homicídios praticados por agentes policiais, maior também o número de policiais mortos por bandidos. É um conflito sem um provável fim!

Bom, daí surge dos “Especialistas” em segurança pública uma posição que incomoda a muitos policiais e também a mim.

Para que o Brasil consiga reduzir a letalidade policial não basta discutir modelos mais eficientes para a polícia, mas também medidas específicas o que inclui o fortalecimento das corregedorias, o controle mais rigoroso das armas e munições usadas pelos policiais e o uso de câmeras em carros e uniformes.

Tudo bem. Eu até não discordo deste tipo de afirmação, apenas não entendo porque ninguém discute como diminuir a letalidade dos bandidos. Já que o aumento da fiscalização sob a atividade policial é uma medida cabível, além do controle ainda maior dos armamentos utilizados pela polícia, então por que ninguém discute o que fazer para evitar que armas de guerra – utilizadas para matar policiais – cheguem até as mãos dos traficantes?

Desta forma fica fácil matar mais um policial: mais fiscalização e menos poder de fogo das polícias e mais traficantes armados nas ruas. Esta é, realmente, a fórmula certa.

Para completar, nenhum período eleitoral foi tão marcado pela ausência de discussões sobre segurança pública como este de 2014. O que denota que ainda estamos longe de resolver este problema. O que significa que a polícia vai continuar tentando resolver – sozinha – uma celeuma que nunca foi e nunca será exclusivamente de segurança pública e muito menos da própria polícia. Isto significa que continuaremos a enterrar, cada vez mais, corpos de policiais que não tiveram outra opção se não entregar-se à própria sorte, nesta guerra desleal, contra o crime organizado e a incompetência dos que são escolhidos para serem competentes.

Comments

  1. By Rone

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    • By Jordão Vieira

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  2. By weslley

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    • By Jordão Vieira

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  3. By Bahia

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